A falta de políticas que promovam a gestão integrada de inundações em Portugal é uma realidade, sendo que
o investimento de recursos financeiros é essencialmente concentrado na resolução das crises, em detrimento
de medidas técnico-administrativas de prevenção. Neste contexto, destaca-se o planeamento participativo
já que implica todos os interessados no desenvolvimento de políticas de gestão do risco de inundação e
permite aos habitantes das regiões vulneráveis escolher o nível de risco que estão prontos para assumir. Com
esta comunicação, pretende-se contribuir para a discussão do modelo de gestão do risco de inundações em
Portugal, refletindo sobre a falta de planeamento participativo e da intervenção das comunidades locais,
como ferramenta para a prevenção e enfrentamento de cenários de catástrofe.