Este artigo tem por objecto o
esclarecimento de uma conjuntura
particular na história das ideias
económicas, especificamente a de 1848.
Este foi um ano de crise económica,
financeira, política mas também de crise
das ideias económicas.
Desta crise resultou o abalar da
hegemonia da escola clássica em geral e
uma recomposição do campo das ideias
económicas, designadamente das de
natureza teórica.
Procura-se fundamentalmente esclarecer
os contornos e os mecanismos daquela
recomposição, designadamente as
condições que determinaram a a
manutenção da hegemonia da escola
clássica e em particular a nova
configuração que esta assumiu.